"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."
"Toda alma é uma música que se toca."
Rubem Alves
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Universo do Teu Corpo - Taiguara
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Viajar por São Miguel ,com Daniel de Sá.

Desejo a todos: Boa viagem. E ao condutor: Meu agradecimento de alma. E peço licença para não soltar a sua mão.
Passando a ribeira dos Caimbos, num longo rodeio pelo sopé do Lombo Gordo, o viajante muda de concelho. Mas a paisagem não sabe disso, e permanece igual. Montanhas à direita, o mar à esquerda. Ravinas, arribas, precipícios. Sempre entre o susto e o sonho. Vem aí Água Retorta, ou vai-se por aí a Água Retorta, que dá as boas-vindas a quem uma légua atrás entrara no concelho da Povoação. Se fosse ave ou vento, teria andado metade disso somente. E, sendo a terra tão enrugada, tão áspera para caminhar nela e tão suave para nela pôr os olhos, acaba-se a pique sobre o mar, onde cai volteando a água de uma ribeira que, por ser assim, recebeu nome e o deu ao povoado. Um povoado que parece dois. Porque em terra chã fica o núcleo à volta da igreja, que é de Nossa Senhora da Penha de França, e mais acima se desenvolveu outro, obedecendo aos declives do lugar.
O viajante não sente cansaço, porque cada recanto visto é um prémio para a longuidão da jornada. Mais outra légua, chega à estrada que desce para o Faial da Terra. Caminho que é de ida e volta, e que se torce e retorce para não ser quase vertical. E de repente a terra se faz plana, pequena fajã que uma ribeira atravessa dividindo o povoado em duas partes. Voltando as costas ao mar, pode parecer que se está numa aldeia dos Alpes. E as ondas não precisam de se elevar muito para respingarem a terra que ali lhes fica quase resvés. Um pouco mais de ânimo, e podem até acabar como que ajoelhadas à porta da igreja de Nossa Senhora da Graça.
Por entre os montes que encaixilham a paisagem, uma dúzia de casas às quais o tempo esvaziará de gente e as intempéries se encarregarão de esventrar, de cegar as janelas, de escancarar as portas. É o Sanguinho. Mas aquelas casas hão-de ser depois recuperadas, reabilitadas, calafetadas, electrificadas, canalizadas. Para fingirem ser o que eram em condições de bem receber turistas. Não importará, porque a natureza há-de permanecer igual e milenar. Viver ali só poderia ter sido ideia de poetas, de eremitas ou de pobres.
Pai
Minha Amada July.
Preciso que faça a mensagem alcançar seu destino...Só você poderá fazer isso por mim. Leve-a até ele,por favor.
Venha comigo minha querida,e acredite:O amor é o maior milagre.Não é o tempo quem cura nossas dores.
Não os perco de vista nunca, porque os amo com toda minha alma.
July...estive contigo todo o tempo,acompanhei teus passos,acho que percebestes isso, não foi?
Muito obrigada pelo domingo.
Diga a ele que sempre será "o meu pai."
sábado, 4 de outubro de 2008
Poesia - Rifa-se um Coração - Clarisse Lispector
Estou rifando meu coração,estamos com problemas.Já não nos entendemos. Anda teimoso,insiste em caminhar sozinho,não me ouve,muito menos me atende, e vive me complicando com suas exposições.
Na verdade,estou fazendo qualquer negócio,aceito trocas,desde que, o outro saiba o que dar de comer ao juízo para eu poder criá-lo.
Se não houver interesse na rifa, ou na troca, posso doá-lo.Estou aberta para negociações...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Adagio e allegro
(“Onde o artista era a dor” – Deyse de Abreu Teodoro)Na parede, um quadro triste.
Na mesa, um vaso vazio.
Em volta a sombra persiste
Mesmo depois da manhã.
E, na pauta do silêncio,
Um “Nocturno” de Chopin.
Numa casa sem amor,
Onde o artista é a dor.
Vieste. Mudaste o tema:
Trazias dois girassóis
E a “Garota de Ipanema”.
Abriste a janela ao dia,
Puseste vinho nas taças.
Foi a “Ode à Alegria”.
E agora só há amor,
Onde o artista era a dor.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Rita Lee - José
"O amor torna tudo brilhante, agradável e vantajoso. O amor é o vaso que contém alegria!"
Madre Teresa