Confesso acordei achando tudo indiferente,verdade acabei sentindo cada dia igual,Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante.Quem sabe o amor tenha chegado ao final,não vou dizer que tudo é banalidade,ainda há surpresas....
Não vou pedir a porta aberta é como olhar para trás,não vou mentir,nem tudo o que falei eu sou capaz,não vou roubar teu tempo, eu já roubei demais.Eu tranco a porta
Tranco a porta para todas as mentiras.A verdade ficou lá fora,mas agora a porta está trancada.
A porta fechada me lembra você.A toda hora.A hora me lembra o tempo que se perdeu.Perder é não ter aquilo que era seu....
Vou contar para todo mundo,eu vou pichar sua rua,vou bater na sua porta de noite completamente nua,quem sabe então assim você repare em mim.
Não vou viver como alguém que só espera um novo amor,há outras coisas no caminho onde vou.As vezes ando só trocando passos com a solidão,momentos que são meus e que não abro mão.Já sei olhar o rio por onde a vida passa sem me precipitar e nem perder a hora,escuto no silêncio que há em mim e basta,Outro tempo começou pra mim agora,vou deixar a rua me levar,ver a cidade se acender,a lua vai banhar esse lugar e vou lembrar você...É mais tenho ainda muitas coisas para arrumar,promessas que me fiz,e que ainda não cumpri,palavras me aguardam o tempo exato para falar,coisas minhas ,talvez você nem queira ouvir.
Eu quero te roubar pra mim,eu que não sei pedir nada,meu caminho é meio perdido,mas que perder seja o melhor destino,agora não vou mais mudar,minha procura por si só,já era o que eu queria achar.Quando você chamar meu nome,eu que também não sei aonde estou,pra mim que tudo era saudade,agora seja lá o que for,eu só quero saber em qual rua minha vida vai encostar na tua.
domingo, 12 de abril de 2009
Ana Carolina -- Confesso - Clipe Oficial
Onde estará o meu Amor
Tardei a chegar
Parti debruçada no destino em descompasso
Venci longas distancias
Numa tentativa insana de aproximar
O impossível.
Murchei ao atravessar tanta água de sal
Como se retornasse do principio do mundo
Vazia e só.
Conheço o abismo de mergulhar em pedras
Onde cada pedaço do meu corpo gemeu.
Como é possível amanhecer numa primavera que não é minha
E adormecer num outono que não me espera?
Tenho vivido o assombro do impossível
E pressinto o naufrágio que me aguarda.
As lembranças estão além de mim
Percorri um traçado invisível
Levando em oferta o maior amor que já senti na vida,
Atravessei palácios à procura do Rei
Enfrentei batalhas
Não fugi aos julgamentos
Não neguei à pena
Venci meus abismos
Cortei minha alma em dois
E agora este abandono
Quebra a parte que me cabe em mil pedaços.
Cristina Vianna
sábado, 11 de abril de 2009
Adagio in G minor by Albinoni
O anoitecer pousava sobre o mar, um espetáculo indescritível. O sol cedendo seu lugar a lua.Olhava para os dois e pensava em nós.Eles encontram-se em breves instantes,entretanto são únicos.Lá estava minha ilha abrindo-se para receber-me.Ao menos o que restou.Já não poderia olhar para trás,tamanha era a velocidade do tempo que nos separa.E tento desesperadamente agarrar esse fio invisível que me mantém presa a ti.Gostaria de transformar meu amor numa flor e entregá-la ao mar, na esperança de que ele a conduzisse ao destino certo,ou que suas mãos estivessem abertas para recebê-la.
Atravessei o labirinto, escalei rochedos, gritei seu nome, movi pedras, sangrei minhas mãos, chorei minha alma e não pudesses me ver. Falei de amor, supliquei por vida, e desesperadamente encostei meu rosto na vidraça do tempo a suplicar um instante meu, mas o tempo recortou minha alma, e pude saber onde a vida começa e termina.
Agora a vida veste-se de saudade. E bem que gostaria de poder chorar por mim e por ti,a minha impossibilidade de alterar o tempo,de dar formas diferentes ao destino.Restam-me o deserto das praias onde a espuma das águas hão de apagar muitas vezes seu nome.As folhas em branca onde hei de chorar-te em versos.Resta-me a esperança de que exista uma vida paralela onde possa ludibriar o destino,e acabar com esse terror de não poder te encontrar nem mesmo nos sonhos...
Cristina Vianna
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Fagner DESLIZES (ao vivo)
Tantas perguntas sem respostas...tantas frases ditas pelo avesso.Tantos versos incompletos... sigo perdoando deslizes."Em outros braços tu resolves suas dúvidas e em outras bocas não te esqueço".
terça-feira, 24 de março de 2009
A felicidade se constroi com momentos assim...
quarta-feira, 18 de março de 2009
Feliz Aniversário minha flor.-18 de março
Muitos passam a vida a buscar um sentido... um dia falou João Cabral:É muito difícil defender só com palavras a vida...E não há melhor resposta que o espetáculo da vida,vê-la desfiar seus fios...É uma tarefa difícil esta de defender só com palavras a vida.O ato de viver é uma bênção,o verdadeiro milagre.
E vens construindo ao longo da caminhada uma linda história, intitulada: Semear amor.
Parabéns minha querida por bordar tão bem esse milagre.Desejo -te vida,muita vida, paz e serenidade.
Desejo que, já que aprendemos a nos amar nessa distância , rompendo a fronteira entre o que é real ou imaginário e conseguimos fazer de tudo isso vida,que possas sentir meu abraço de festa,meu carinho de te querer tão bem e que ouças minha prece de agradecimento por existir.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Eu desisti...

Dificil não é lutar por aquilo que se quer, muito mais difìcil, é desistir daquilo que mais se ama.
Eu desisti... Pela segunda vez ,desisti, e pela terceira , vou ter que renascer.
Não pensem que desisti por faltar coragem para lutar. Lutar, é fácil!
Difícil, foi reunir coragem para desistir...
Difícil, foi perceber o rumo que o destino impôs sem me consultar.
Difícil, foi compreender a falta de liberdade de sermos nós mesmos.
Amar, parece ser tão fora da lei...
Difícil,é olhar para a amor e fazer de conta que não existe. Virar o rosto,desviar os olhos.
É negar ,mentir,afirmar,e ter que fazer isso muitas vezes...Olhar para esse menino puro (amor), com os olhinhos molhados,suplicando para que não o abandone e ainda assim,arrumar coragem para ignorá-lo.
Fugir dele, como quem foge de uma peste contagiosa.
Difícil dar as costas ao amor. O mesmo amor que um dia te salvou como um milagre,e escolher morrer, para poder renascer diferente .
Não,não quero mais renascer gente.Porque gente ama e quem ama, vive fora da lei,tem que cumprir a pena.
Quem sabe possa escolher...Estou pensando em renascer pedra.Quem sabe a pedra da fábula de Exupéry? Sim,aquela que testemunhou,aquela que serviu de marco, o ponto de encontro do principezinho e a raposa. Penso que talvez a pedra também tenha amado,não sei,o que sei ou tenho certeza, é que fez parte da história e ninguém deu por isso,portanto, não foi condenada a nenhuma pena,porém,imagino que ela tenha sofrido em dobro,seria quase inevitável não ser cativada pelos dois lados.
Não posso pedir perdão ao amor, por certo perceberia minhas dúvidas, meu sofrimento em renegá-lo e agora, tenho que faze-lo creer que sou cruel e desumana.Desumana? Com quem?
Só podemos ser desumanos quando estamos vivos...
Posso escolher ser uma pedra diferente, uma pedra poética, aquela que andou nos versos de Drummond e agora decora desesperadamente os versos de Bandeira , os recita bem alto e forte para o amor entender...aquilo que ainda não entendo.
Se queres sentir a felicidade de amar,
esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem,
mas as almas não.
Manuel Bandeira